A morte é um processo natural. No entanto, o sentido a ela pode ser modificado de acordo com religiões e culturas. Aqui no Brasil, por exemplo, representa motivo de tristeza, enquanto no México é celebrada com festa. Pensando nesse paradoxo a respeito do tema, desenvolvemos este artigo! Continue a leitura para compreender mais sobre o significado da morte para diferentes crenças.
A maneira de interpretar a morte é variada de acordo com cada religião. Para algumas, por exemplo, esta não simboliza o fim da vida, ou de toda a existência, mas a passagem para um “novo plano”. Abaixo, detalhamos mais.
O significado da morte para diferentes crenças é interessante. O catolicismo acredita que ela seja a ponte para a chamada “vida eterna”. Desta maneira, os católicos creem que a alma da pessoa passará por uma espécie de purgatório, onde será julgada para permanecer no céu com o Senhor, caso seja perdoada, ou ir ao inferno, na hipótese de condenação.
À vista disso, o critério de reencarnação é descartado na crença católica.
A doutrina espírita entende que a morte são seja legítima, visto que há o critério de reencarnação. O espiritismo compreende que cada espírito utiliza um corpo para evoluir durante o tempo de vida. Por conta disso, cada um de nós neste momento se encontra em um dado período desta evolução. Os bondosos tendem a exercê-la de forma mais rápida, enquanto os maldosos precisam de mais tempo.
Com isso, a morte passa a ser entendida como uma espécie de retorno ao plano espiritual, onde o espírito irá se preparar para um novo retorno à Terra, a reencarnação.
Ainda dentro do significado da morte para diferentes crenças, o budismo se assemelha bastante ao espiritismo por acreditar em reencarnação. Trata-se, portanto, de um processo na escala evolutiva dos espíritos.
Buda não acredita em inferno ou purgatório , oposição ao catolicismo; também não fala-se em alma, mas sim em espírito. Ele relaciona a morte com o ciclo do sonho. Entende-se que o retorno do espírito à Terra seja feito diversas vezes até que ele se liberte do carma. A libertação total depende do desapego daquilo que é material.
O candomblé prega a continuidade da vida. A força vital e imortal que garante esta ação é chamada “ori”, que significa cabeça interna ou destino. Esta não tem um “início” e “fim” junto ao indivíduo.
À vista disso, ao morrer, neste plano onde vivemos, o espírito une-se em outra dimensão aos guias e orixás. Desta forma, a morte torna-se a alteração do plano de existência do espírito.
Os judeus consideram que a alma seja eterna. Esse fator identifica a morte como parte da missão que viemos cumprir.
Já com relação ao aspecto da vida após a morte, a tendência de pensamento se modifica a partir da vertente judaica. Enquanto algumas correntes concordam com o critério de reencarnação, outras pregam a ressurreição.
Os muçulmanos declaram que nascemos puros e inocentes. No entanto, o livre-arbítrio, funcionalidade que garante nossa tomada de decisões, pode nos levar a garantir ou perder esta característica.
O Dia do Juízo, data da morte de um indivíduo, para eles, não é como o fim da vida, mas sim a entrada para a vida eterna. O islamismo declara que as ações do tempo passado, vivência na Terra, são capazes de guiar a natureza do tempo próximo, o pós-morte.
Deste modo, o significado da morte para diferentes crenças também tem ligação com a noção de tempo identificada por cada uma delas.
A morte para os evangélicos, ou protestantes, é um fenômeno natural que ocorre uma vez. A matéria virá pó e o espírito retorna aos céus. Denota a passagem da vida comum, na Terra, para o encontro com Deus até que ele venha e seja feita a ressurreição do corpo com esta volta.
O critério de purgatório existe bem como no catolicismo. Contudo, se diferem na medida em que o protestantismo admite que a avaliação seja feita de acordo com a obediência aos mandamentos e amor a Deus, enquanto o catolicismo verifica as boas ações do indivíduo.
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