O Japão é um dos países mais desenvolvidos do mundo. Com uma cultura singular e evolução espiritual bem à frente da população do ocidente, o país tem alguns rituais fúnebres bem diferentes dos nossos. Leia o artigo e conheça alguns desses rituais.
Guerreiros, tecnológicos e inteligentes. Esses são apenas alguns adjetivos que descrevem os japoneses. Com uma cultura totalmente diferente da dos brasileiros, eles também encaram a morte de outra maneira. Mas em primeiro lugar, vamos entender um pouco sobre as principais religiões do país do dragão.
Diferente de outras culturas como a Europeia, por exemplo, o Cristianismo não é a religião mais famosa no país. Desde AC, as crenças Xintoístas e Budistas são mais presentes. Entenda cada uma delas.
O budismo chegou no Japão pelo contato e proximidade do país com a China e a Ásia central, no século II AC. A religião, que nasceu na Índia, se espalhou rapidamente entre as classes japonesas porque foi adotado pelo príncipe Shotoku (574-622). Ele foi o primeiro a construir templos e por isso, é considerado o fundador do Budismo no Japão.
Hoje em dia, 31% da população japonesa segue os costumes e tradições budistas. Considerando que a segunda maior tem incidência de 3%, é uma grande parte da população.
A palavra é traduzida do chinês como “o caminho dos deuses”. A religião é praticada por 3% da população japonesa atualmente. Não existem muitos escritos sagrados no Xintoísmo. Por esse motivo, há falta de mandamentos morais religiosos.
Mas o que é conhecido da religião, prega pela pureza no ritual e a purificação daqueles que lidam com os Kami, palavra usada para se referir à Deus.
Agora que você já sabe mais sobre as religiões, vamos entrar na parte espiritualizada sobre a morte.
Existem diversos rituais fúnebres ao redor do mundo, mas sabia que nem todos são iguais?
– No Japão são muito comuns as covas comunitárias. Nelas são colocadas pessoas da mesma família. Mas se os parentes preferirem, as cinzas podem ficar em pequenos potes de cerâmica.
– Outra curiosidade é que em alguns cemitérios já ficam gravados nos túmulos os nomes de todos os integrantes em vermelho. Quando uma pessoa daquela família morre, a cor é apagada.
– Os japoneses não fazem funerais e cremações em qualquer dia. Alguns dias são inadequados para isso porque eles acreditam que os maus espíritos podem levar os amigos para junto do falecido.
– São realizadas cerimônias budistas de homenagem ao falecido no 7°, 21°, 49° e 100° dia após a morte. Além disso, há celebrações após 1 ano da morte e nos 3º, 5º, 7º e 13º aniversário do falecimento.
– Também é muito comum que pessoas mais próximas ajudem a pagar as despesas do funeral. Eles colocam o dinheiro em um envelope especial e entregam para a pessoa responsável.
Depois que uma pessoa morre e o corpo é liberado acontece uma cerimônia bem íntima. Ela é realizada geralmente na casa do falecido. Poucas pessoas participam. O corpo é colocado em uma mesa com um pano branco cobrindo o rosto. Os parentes mais próximos passam a noite velando o corpo e prestam suas homenagens.
As pessoas que vão ao pré-funeral costumam acender incensos, fazer orações e prestam ainda condolências aos familiares. Em outra sala geralmente há alimentos e bebidas, como os típicos funerais americanos.
Ambos os rituais fúnebres são bem parecidos com o que chamamos de velório.
Na primeira, há canto de um monge budista enquanto os familiares e amigos acendem incensos. Nessa fase o corpo já está em um caixão. O Ososhiki é o que dá início ao ritual do funeral em si.
Um dos rituais fúnebres mais famoso é o funeral. No Japão ele acontece seguindo as seguintes fases:
1° Ritual: Preparação do corpo
O corpo é levado por um agente funerário e é preparado. Isso inclui as vestimentas e colocação de algodão ou gazes nos orifícios para evitar o vazamento de fluidos corporais. São usados ternos para homens e quimonos para as mulheres. O corpo fica conservado em gelo seco até o dia da cerimônia (isso inclui a noite com a família no pré-funeral).
2° Ritual: Velório
O corpo fica exposto no caixão e familiares e amigos colocam moedas, alimentos e objetos pessoais. Cada um com um significado entre a pessoa e o falecido. Depois disso, o corpo segue para o necrotério. Se a família for budista o sacerdote acende incensos, recita um sutra (cantos e orações) que são seguidas pela família e visitantes. É comum que cada pessoa que participou do velório ganhe uma lembrancinha.
3° Ritual: Cremação
99.82% dos mortos no Japão são cremados. Antes de mais nada, porque não existem muitos e grandes cemitérios nas cidades. E depois disso, o preço de um enterro convencional pode chegar até 2 milhões de ienes, aproximadamente 100 mil reais.
Também com influência budista, a prática da cremação é geralmente providenciada pelo filho mais velho da pessoa falecida.
Com o caixão na mesa do crematório, os familiares mesmo empurram até a câmara de cremação. O processo leva em média duas horas. Depois que acaba, os ossos que sobraram são colocados juntos com as cinzas em uma urna.
4° Ritual: Enterro das cinzas
A família pode optar por enterrar as cinzas no jazigo da família. A urna também pode ficar no altar budista da família. Normalmente há um retrato do falecido lá.
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